Renato Lopes

Hoje é 18 de junho de 2024. Santa Maria, RS / Itajaí, SC
 
renato-lopes livros viagens dicas historias-dos-amigos fotos noticias links contato

Viagens e Aventuras


Tamanho da fonte A+ A-
Desafio Valente FC - RS - 2022 -  Parte II

Desafio Valente FC - RS - 2022 - Parte II

Após o intervalo de dois dias no roteiro do desafio Valente FC - RS, retornei as rutas na segunda-feira, 11/07, por volta das 10 h, logo após realizar a revisão dos 6 mil km da XRE 300 na Concessionária Honda Nicola em Santa Maria.

Cheguei a Pejuçara por volta das 13 h, e após rápido lanche e abastecimento da moto, retornei as rutas com azimute em direção ao Município de Bozano e Ajuricaba, já na região noroeste do RS.

Seguindo no sentido norte pela RS 155, até o entroncamento com uma estrada municipal para Nova Ramada, com aproximadamente 8 km de terra. Pequeno município formado por alguns distritos espalhados, que fica até difícil identificar a sede do município. Por pouco não “passei batido” onde estava localizada a Prefeitura, de tão pequeno o povoado. A região tem origem nas tribos kaingang e guaranis, e só por volta do ano de 1900 chegaram os portugueses e africanos. A cidade é atualmente conhecida pelo fato histórico do “Combate da Ramada, ocorrido naquele território no ano de 1925.

Continuei pela RS 155 até Santo Augusto, cidade de pouco mais de 13 mil habitantes, parece bem organizada, comércio forte, limpa, bonita e aconchegante. Fiz o registro e não me demorei, seguindo para São Valério do Sul. Ao passar pelo Posto da Polícia Rodoviária Estadual, fiz uma parada para buscar informações sobre as estradas da região, especialmente as não pavimentadas, e acabei ficando por uns 20 min conversando e relembrando os bons momentos de quando estive no comando da 3ª Companhia de Polícia Rodoviária, com abrangência de mais da metade da área do RS.

Com informações precisas das condições das rodovias, cheguei com facilidade a Chiapeta, Inhacorá e Alegria. O trecho de Alegria para Independência até chegar a RS 342 é municipal de terra, em boas condições na quase totalidade.

De Independência que fica as margens da RS 342, apenas fiz o registro e segui com objetivo de chegar com a luz do dia em Três de Maio, onde projetei pernoitar por ser uma cidade com melhor infraestrutura hoteleira. Como via de regra as prefeituras estão situadas no centro e próximo à praça central, segui nesse azimute e fiz o registro já ao entardecer. Busquei informações nos aplicativos para ver a opções de hotel, ali mesmo em frente à prefeitura.

Depois de me instalar no hotel busquei informações de local para cortar o cabelo. Me foi indicada uma barbearia bem próxima ao hotel, bem como um bom restaurante. A barbearia de propriedade de um vereador, que estava atuando naquele momento, no Plenário da Câmara. Seu filho que está trabalhando com ele cortou meu cabelo, enquanto ouvíamos os pronunciamentos e manifestações dos vereadores pela rádio local.

O jovem barbeiro de 25 anos, também é professor de geografia, com boa desenvoltura, e no papo que entabulamos sobre temas diversos, me surpreendeu positivamente pelo nível de informação e coerência. Contou a história do pai, que é, segundo ele, “doido de pedra”, mas como é correto e verdadeiro, mesmo sendo polêmico, já está no seu sexto mandato.

A chuva que começou a cair muito forte na cidade, praticamente me deixou ilhado por uns 30 min no local, e a conversa foi até a chuva dar uma trégua, quando fui rapidamente ao restaurante para jantar. Cardápio da noite foi um bife de chorizo muito delicioso.
Na terça-feira voltei paras rutas por voltas das 8 h, com uma temperatura em torno dos 10 graus, e eu já me preparava para encontrar alguma estrada com barro pela frente.

Passando por Horizontina, fiz o devido registro e cruzei a cidade que continua em crescimento e desenvolvimento na região, visto contar com um parque industrial importante, com a fábrica de maquinas e implementos agrícolas da Jhon Deere, que gera milhares de empregos e riqueza para a cidade.

Na sequência fui a Tucunduva, depois em direção ao Rio Uruguai para registras os Municípios de Novo Machado e Dr. Maurício Cardoso, todos com acesso pavimentado.

Retornei à RS 342 para chegar a São José do Inhacorá, por um acesso novo, cuja pavimentação está concluída, faltando apenas a construção de uma ponte. Passei por Boa Vista do Buricá, antes de chegar a Nova Candelária. Cidade de etnia alemã, que pode ser sentida por todos os lados com suas construções típicas e bonitas, nos remetendo para uma atmosfera completamente germânica, pois para onde se girar a cabeça, tem uma construção alemã, belos jardins e praças.

Fiz uma parada no Posto de Serviço e lá encontrei o proprietário, motociclista Rogério. Estava com a moto pronta para fazer uma viagem pela América do Sul com amigos. Acabei ficando por mais 30 min, trocando ideias e ouvindo histórias de boas viagens, enquanto degustava um café.

Com boas informações do Rogério segui para Humaitá. A estrada municipal de terra, com parte dela empedrada, e apesar da chuva do dia anterior, estava em bom estado. Depois para Crissiumal já tem pavimentação. Feito o registro segui para Tiradentes do Sul, novamente por estrada sem asfalto, mas com boa base de pedra, permitindo uma pilotagem segura, pois não havia barro.

Esperança do Sul também possuí acesso por asfalto e não demorei para chegar e fazer o registro. Segui para Três Passos, a cidade mais importante da região com pouco mais de 20 mil habitantes. Como já se aproximava das 16 h, fiz o registro rapidamente e segui para Sede Nova e São Martinho, as duas com acesso por estrada de terra, e como não queria pegar a noite por uma estrada que eu não conhecia, não me demorei. Toda a região é forte na agricultura e algumas estradas cortam as lavouras em terra natural, que com a chuva do dia anterior eu poderia ter dificuldade.

Tive sorte que essas estradas possuem pouco tráfego e a chuva foi rápida, daquela do tipo que lava a terra. Só havia alguns trechos barrentos onde tinha alguma depressão na estrada. Consegui chegar a Campo Novo no final da tarde, fiz o registro na prefeitura que fica no segundo piso da sede do Banco do Brasil. Verifiquei que na próxima cidade não teria hotel, fiquei para pernoitar em Campo Novo, onde existe dois hotéis.

Na quarta-feira o primeiro município do roteiro foi Braga, distante uns 12 km, que embora tenha quase 60 anos de emancipação, continua com sua população na casa dos 3.500 habitantes. De Braga segui por estrada municipal para Coronel Bicaco, que estava em boas condições apesar do piso estar unido, estava bem compactado e empedrado. Para Redentora o acesso é pavimentado, mas a estrada estava bem deteriorada. A agricultura é forte em toda região, e alguns municípios com boa produção de suínos e leite.

O trecho desse roteiro com pouco mais de dificuldade foi Redentora para Dois Irmãos das Missões. Estrada com uns 3 km muito bom, estrada larga e empedrada, depois apresentou alguns pontos com erosão e barro. A divisa dos municípios é o Rio Guarita, e ao atravessar a ponte de madeira existente, surgiu um corredor de terra vermelha cortando as lavouras. O cenário espetacular, verde por todo lado. Até chegar a Dois Irmãos das Missões foi terra natural e alguns pontos com barro. Cidade apesar de pequena demonstra ser muito bem organizada, limpa e agradável ao visitante.

Retornei pela mesma estrada até a RS 330 e segui para Miraguaí. Esse trecho da rodovia está muito deteriorado, com muitos redutores de velocidade em razão dos povoados indígenas ao longo da rodovia. A sede da prefeitura está localizada as margens da rodovia e rapidamente fiz o registro e segui pela mesma RS até Tenente Portela. Feito o registro na prefeitura, fui até uma farmácia para comprar um medicamento, o qual só encontrei na quarta tentativa. Mas não demorou, pois havia uma ao lado ou em frente a outra. A profusão de farmácias é algo intrigante. Tenente Portela, juntamente com Três Passos e Frederico Westphalen são os municípios mais importantes da região e dão sustentação aos demais municípios, especialmente na área da saúde, comércio, serviços e órgãos públicos.

Parti em direção ao Município de Derrubadas por volta das 12 h e 30 min, onde se encontra o Salto do Yucumã. Eu havia deixado a tarde para visitar o Parque Estadual do Turvo. Depois do registro da prefeitura, fui até o Centro de Informações Turística, em frente da Prefeitura. Espaço muito amplo e bom atendimento. Mas a informação de que o Parque é fechado nas terças-feiras e quartas-feiras foi frustrante. Aí foi assimilar e pensar em retornar, pois o local é um dos mais bonitos do RS, com muitas cachoeiras.

Retornei as rutas para continuar a lista de cidades do roteiro e passei por Vista Gaúcha, fui até Barra do Guarita e Palmitinho. Esta última eu não conhecia e me surpreendeu, apesar de possuir uma população de pouco mais de 7 mil habitantes. Tem boa infraestrutura, com bons hotéis e restaurantes, além de observar um número razoável de indústria, comércio forte e a agricultura que é referência na região.

Após colher informações, segui para Pinheirinho do Vale, onde a estrada de 18 km está em obras de pavimentação, com muitos desvios e maquinas na estrada.

A tarde ainda rendeu Vista Alegre, Taquaruçu do Sul, Frederico Westphalen, Caiçara, Vicente Dutra e Iraí.
Frederico continua a crescer e conta com uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, com boa infraestrutura, possuí um comércio importante para a região, indústria do setor metalúrgico e forte agricultura familiar.

Cheguei no final da tarde em Iraí. Tinha tempo que não entrava na cidade, e nada mudou, parece continuar parada no tempo, comparando com outras da região. Iraí já foi um importante ponto turístico do RS, com suas águas termais e hotéis. Hoje em sua maioria defasado pelo tempo. A cidade parece estagnada. Acabei pernoitando por lá.

A quinta-feira começou com chuva e já parti com roupa de chuvas para a estrada, já retornando para Santa Maria, mas continuando a visitar as cidades pelo trecho. Passei por Seberi, Erval Seco, Cristal do Sul, Rodeio Bonito e Pinhal. A chuva não deu trégua e em Cristal do Sul esteve mais forte e precisei do apoio de uma funcionária da prefeitura, que me auxiliou com o empréstimo de um guarda-chuva para que eu fizesse o registro fotográfico.

Segui para registrar o município de Jaboticaba, Boa Vista das Missões e Palmeira das Missões. Estradas vicinais, estreitas, sem acostamento, com muitas curvas, mas em bom estado. As cidades me chamaram a atenção por um certo ar de prosperidade, ao estilo bem cuidada e organizada.

A chuva continuava mansa, mas persistente até a cidade de Condor. Cidade pequena e bonita, tendo a agropecuária sua principal atividade, com algumas indústrias. Com etnia alemã, tem na Oktoberfest sua principal expressão cultural.

No deslocamento para Panambi, última cidade a registrar no dia, a chuva deu uma trégua quando parei para fazer um lanche, pouco antes do acesso ao município. A cidade é das mais importante na região, de origem germânica e italiana, respeitada no RS pelo seu parque industrial metal-mecânico, e estar no top das cidades do Estado. Cidade pujante, conta com Campus Universitário que oferece suporte para a micro-região.

De Condor retornei a Santa Maria, com mais 98 cidades registradas.
Minha última e derradeira incursão no RS, desta vez para concluir o Desafio Valente FC, iniciou no dia 05/10/2022, com meu deslocamento para Santa
Maria.

Tudo pronto, dia 07 parti para chegar a primeira cidade, Passa Sete, de um roteiro que previa 170 cidades para fechar o desafio. Passa Sete fica 140 distante de Santa Maria e cheguei na cidade por volta das 10 horas, para dar início a um roteiro que seria desafiador, não só pelo número de municípios, mas pelo roteiro que se impunha, truncado e com muitas rodovias sem asfalto.

O primeiro dia rendeu dentro do esperado, pois era composto de cidades com acesso asfáltico e em boas condições de trafegabilidade. Uma região que eu conhecia, com algumas cidades onde eu havia estado muitas vezes. Já final da tarde, lembrei que era dia que eu teria de cortar meu cabelo, e ao entrar na cidade de Espumoso, avistei uma barbearia e parei para ver da possibilidade. O barbeiro me disse que sim e que havia um na espera. Eu decidi arriscar, fui até a prefeitura para o registro fotográfico e retornei à barbearia, onde felizmente, não havia chego nenhum outro cliente. Aguardei uns 20 minutos e consegui cortar o cabelo, para chegar na boca da noite em Tapera, onde pernoitei. Na contabilidade do dia foram 15 cidades visitadas.

A manhã do dia seguinte amanheceu com dia limpo, mas com temperatura baixa, o que me obrigou a colocar o foro de frio na jaqueta. Cheguei na primeira cidade, Lagoa dos Três Cantos, que ficava próxima, em torno de 7 km de distância. Cidade pequena de origem alemã, muito limpa e bem organizada.

Cabe ressaltar que toda região a percorrer, os municípios estão próximos, entre 7 km a 30 uns dos outros.
Depois de passar por Não-Me-Toque, uma cidade muito conhecida no RS, Brasil e exterior, pela Feira Expodireto Cotrijal, uma das maiores e mais importantes feiras do agronegócio internacional, onde se desenvolve muita tecnologia e negócios, segui para Victor Graeff. Cidade essa, que se destaca na região por possuir o jardim das esculturas, na praça central Tancredo Neves. São mais de 200 esculturas vivas de ciprestes, nas mais variadas formas. É o cartão postal da cidade para o turista.

Na cidade seguinte, Selbach, igualmente bem próxima, foi a vez de encontrar um lindo casarão de madeira em pleno centro da cidade. Por estar localizado em uma esquina importante da cidade, chama atenção dos visitantes.

A cidade de Fortaleza dos Valos além de possuir uma prefeitura com uma arquitetura muito bonita, também possui um belo interior, ou zona rural, como se chama no RS, com suas plantações exuberantes. E no meio dessas plantações fui forçado a parar para fotografar uma longa fileira de araucária, produzindo um visual belíssimo.

Quando eu comandei o GPS para me orientar no sentido de Ibirubá até a cidade de Colorado, ele me levou por uma estrada de calçamento de pedra irregular, pelo meio das plantações por aproximadamente uns 9 km. Eu já estava imaginando que aquele pavimento chegaria até a cidade destino, mas iniciou-se uma estrada de terra vermelha com trechos de cascalhão, que igualmente cortavam grandes plantações de trigo e milho, um cenário espetacular.
O final do dia terminei em Sarandi, onde pernoitei, totalizando mais 17 cidades.

Dia 09/10 a segunda cidade visitada, Barra Funda, com menos de 3 mil habitantes, mas muito bonita na sua organização. A prefeitura chama atenção pela grande torre, entre os dois belos prédios sede da Prefeitura, com suas pinturas coloridas, retratando aspectos econômicos do município, além de painéis e seus jardins floridos.

Quando retornava de São José das Missões, pela estrada de chão para voltar a BR 386, cruzei por um jovem morador passeando a cavalo, com seu filho. Não hesitei e fiz “meia volta” para conversar e fotografar. Uma cena comum de um domingo pela manhã naquela região.

Em Lajeado do Bugre encontrei a sede oficial da prefeitura em obras de ampliação, e após fotografar fui buscar informações onde estava instalada de forma provisória. Como a cidade é muito pequena, encontrei com facilidade.

Entre Cerro Grande e Liberato Salzano, a estrada não é pavimentada e no meio do caminho passa o Rio da Varzia. Ao lado da estradinha tem um balseiro que faz a travessia, com aquele tipo de balsa que utiliza um cabo de aço com roldanas e umas engenhocas, que faz a balsa navegar para o outro lado da margem, utilizando a correnteza do rio.
Terminei o dia com chuva em Trindade do Sul, cidade pequena, mas bonita e aconchegante. Fiquei em um ótimo hotel que encontrei buscando na internet, muito “top”, e diária com valor muito bom, Hotel Alvorada.

O dia 10/10 amanheceu chovendo e segui para Gramado dos Loureiros, que estava distante 12 km. Na minha chegada ao Município de Alpestre, logo depois de Planalto, a chuva ficou mais intensa e até a foto em frente a linda Prefeitura, foi difícil de registrar. E o pior foi colocar as luvas com as mãos úmidas, pois com a chuva também veio o frio.

Ametista do Sul também cheguei com chuva mais intensa, aí depois do registro na prefeitura resolvi conhecer o Complexo Belvedere Mina, Hotel e Restaurante Subterrâneo. Local muito bacana e de bom gosto, com atendimento ótimo. Como cheguei ao local antes das 11 h, acabei fazendo uma visitação completa, pois lá fora a chuva não dava trégua. Ao meio-dia aproveitei para almoçar em um local totalmente inusitado. Recomendo quem estiver passando pela região visitar, ou mesmo, fazer uma visita especifica.

Ao chegar em Erval Grande a chuva foi implacável e quase foi impossível fazer o registro. Tive que me abrigar em um Posto de Serviço que dispunha de uma pequena Conveniência, e aguardar por quase 40 minutos a chuva diminuir. Aproveitei para fazer um lanche e buscar alternativa para o próximo pernoite.

Como havia muitas cidades com acesso exclusivo por estrada de chão, e quem conhece a região sabe como se torna difícil trafegar com chuva, em razão do barro vermelho, decidi reorganizar o roteiro. Acabei chegando até Campina do Sul. Cidade pequena, com única opção de hotel, aos fundos de um Porto de Gasolina. Barato, mas muito fraco.
Fui fazer um lanche no único local aberto da pequena cidade com muita chuva, e graças a um frentista do Posto que me cedeu um guarda-chuva.

Nesse dia, em razão das várias cidades com acesso por rodovias não pavimentas e a chuva, foram 12 as cidades visitadas.
O dia 11/10 amanheceu da mesma forma, muita chuva. Após um café em uma confeitaria próxima ao hotel, decidi retornar para Santa Maria, pois as previsões eram de mais chuva para os próximos dias na região Noroeste. Segui em direção a Erechim, onde fiz um pit stop para registro, e rumei para Soledade, onde após contato com o Brother e também Fazedor de Chuva, Rui Dipp, que já me esperava para colocarmos a conversa em dia.

Nesse itinerário, ainda consegui registrar quatro cidades, apesar da chuva. No Município de Mormaço, pouco antes de Soledade, chovia tanto, que tive de pedir o apoio de um funcionário que saiu a porta para perguntar se eu precisava de algo. Pedi para conseguir um guarda-chuva e fazer uma foto minha em frente à prefeitura, quando fui prontamente atendido.
O Brother Dipp e Andi estavam, como sempre, me aguardando com muito carinho e ansiedade. De imediato a Andi e o Dipp me auxiliaram para desencadear uma verdadeira operação para secar minhas roupas, botas e luvas, pois praticamente eu não dispunha de nada seco.
E para minha surpresa, após essa operação, a Andi me apresentou um maravilhoso café da tarde, e dentre as várias iguarias maravilhosas, havia uma especial, quibe, feito carinhosamente por ela.

À tarde ainda fomos na Revenda Honda da cidade, para ver se eu conseguiria pneus para substituir, pois os meus já estavam com desgaste acentuado. Não encontrei e fiquei muito preocupado com as informações do vendedor, pois se tratava de uma das maiores Concessionárias Honda do RS. Tratei de ligar para várias Concessionárias e também lojas que conheço em Santa Maria, onde encontrei uma loja parceira dos Gaudérios do Asfalto, que tinha a pronta entrega os pneus que eu precisava.
Mas a surpresa estava por vir... no jantar a Andi me apresenta o prato principal, quibe cru, feito especialmente por ela, com todos os ingredientes preconizados para o verdadeiro quibe cru. Simplesmente espetacular! Estão me deixando mal-acostumado quando vou visita-los em Soledade... para completar o Dipp abriu um vinho argentino, muito bom. Tive que experimentar uma taça.

Após o jantar, foi o momento de trocarmos ideias para o futuro, e depois descansar com o sono dos justos.
Na manhã seguinte ainda persistia a chuva, já enfraquecendo. Fiz um roteiro para retorno a Santa Maria que abarcasse algumas cidades, totalizando 8. Cheguei em Santa Maria em torno das 17 h, quando fui direto até a prefeitura para fazer o registro, pois com as mudanças de planos em função da chuva, provavelmente eu não retornaria a minha cidade natal para fazer o último registro, da Prefeitura de Santa Maria.
Em Santa Maria, no dia 13 aproveitei para fazer a troca dos pneus da moto e coloquei algumas coisas para secar.

Dia 14, já com o roteiro reorganizado, retornei para a estrada, começando por Venâncio Aires. Cidade conhecida no RS por ser a capital nacional do chimarrão, de etnia predominante alemã, a qual conta com umas das mais belas igrejas do RS. A Igreja Matriz de São Sebastião Mártir é a segunda maior igreja no estilo neogótico da América Latina, e se destaca como um dos maiores símbolos da cidade, considerada a segunda mais bonita do RS, atrás apenas da Catedral São João Batista, de Santa Cruz do Sul.

Na mesma região, outra cidade, pequena é verdade, que chamou minha atenção foi Forquetinha. Também de etnia alemã, muito bonita, organizada e com a arquitetura de prédios públicos, e mesmo particulares, ao estilo germânico.

Quando parei na cidade de Progresso, por volta das 17 h, em frente à prefeitura retornavam para casa um grupo de alunos de uma escola próxima. Quando me enquadrei para fazer os registros, eles pediram para participar das fotos. Com muita alegria incluí eles juntamente no registro, pois sempre me anima ver o sorriso no rosto das crianças.

Aproveitei minha parada em Progresso para fazer um pequeno lanche, pois não havia almoçado. Enquanto eu aguardava o lanche e uma xícara de café, recebi uma mensagem do corretor que vendeu nosso apartamento em Santa Maria. Eu deveria assinar o contrato de financiamento do comprador junto ao banco, no dia 17, segunda-feira. Bem, aí foi mais alegria do que tristeza... teria que retornar, reorganizar o roteiro, mas o apartamento estava vendido!
Já no dia seguinte, ao sair da cidade Arvorezinha, outra que me deixou ótima impressão, pelo cuidado, organização, limpeza e pujança. Ao retornar a rodovia, encontrei uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A placa existente abaixo do altar pede que abençoe os viajantes. Não teve jeito, foi parada obrigatória deste humilde motoviajeiro.
Seguindo para Ilópolis, bem próximo, cerca de 10 km, já na entrada da cidade encontro várias placas indicando o Museu do Pão. Mesmo me chamando a atenção, decidi primeiro ir fazer o registro na prefeitura, para só após, ir ao Museu para tentar conhecer.

Quando eu fazia uma série de fotografias do belo patrimônio municipal, que guarda a história dos imigrantes italianos na região, uma senhora saiu e perguntou se eu fazia parte do grupo que havia agendado a visitação ao Museu. Respondi que não, apenas era um motoviajeiro que estava registrando algumas fotografias. Ela me ofereceu para fazer a vista, pois ainda teria uns 10 minutos até a chegada do grupo.

Não perdi a oportunidade, e além das fotos internas do Museu, um casario antigo e restaurado, ainda recebi muitas informações durante o bate-papo, que foi regado com a cortesia de um ótimo café e umas bolachinhas deliciosas. Muito interessante, ainda voltarei para explorar melhor a região, que eu não conhecia.

Na passagem por Muçum, cidade que eu já havia registrado em outra incursão pelo RS, como o dia estava bonito, decidi fazer uma parada para registra o longo viaduto ferroviário que praticamente atravessa a cidade por inteiro, me aproveitando de um ótimo posicionamento no alto de um morro, por onde passa a estrada. Também entrei até a o local onde está a Estação Ferroviária de Muçum, de onde parte o passeio do Trem dos Vales, ligando Muçum até Guaporé, com um percurso de 46 km, passando por 23 túneis e 15 viadutos. É um dos lugares que quero retornar com a Wilma para fazer esse passeio. Lembrem-se sou filho de ferroviário...

Ao retornar de Protásio Alves para Nova Prata, por uma estrada de apenas 18 km, mas que desce e sobe um vale magnífico em razão do Rio da Prata, com curvas alucinantes e bem desenhadas para um motociclista de estrada. Na baixada do Rio da Prata que divide os dois municípios, está a Cascata da Usina.
Já na boca da noite cheguei em Veranópolis, onde fiquei para o pernoite. O dia me permitiu registrar 18 cidades, todas muito próximas.

Domingo, após o café da manhã, me preparei com um roteiro as presas para retornar a Santa Maria, apenas escolhi algumas cidades que estavam próximas ao caminho que eu escolhera para voltar, onde inseri apenas duas cidades com acesso de terra, mas com poucos km cada, não mais que 14 km.

Ao passar o pórtico da entrada de Serafina Correa, já é possível se encantar com a pequena cidade. O monumento a Nave dos Imigrantes, em homenagem a viagem histórica dos italianos que aportaram no Brasil, se instalando na região, é belíssimo. A cidade conta também com réplicas de prédios muito conhecidos da Itália, como o Castello Inferiore di Marostica, Casa Di Giulietta, La Rotonda e Casa di Romeo. Cidade encantadora e é conhecida como um pedacinho da Itália no Brasil.
Por volta das 17 h e 30 minutos já estava em Santa Maria, com planos mentais de na terça-feira retornar ao roteiro dos municípios do RS.

Em razão de alguns contratempos, típicos dos contratos, meu retorno as rutas só ocorreu na quarta-feira à tarde, dia 19.
Naquele mesmo dia consegui chegar até a cidade de Arvorezinha, pois ficava próxima da primeira cidade a ser visitada no dia seguinte, e também porque havia gostado da cidade. Por volta das 18 h e 10 min, eu já estava abastecendo a moto e buscando informações sobre hospedagem.

Ao chegar no Hotel Bei Monti, que foi indicado, além de ser ótimo, o proprietário e seus dois filhos são motociclistas e amantes por viagens. Conheci o Sr Luvis Vescovi (O Pisca) e o filho Lucas. Já ao estacionar a moto na garagem coberta, percebi uma área de lazer privada com decoração de temas de moto. Chegando mais perto, havia uma sala com um paredão de vidro, onde estavam estacionadas mais de 8 motocicletas Harley Davidson, impecáveis.

Após um banho reparador, encontrei o Luvis e o Lucas na portaria do hotel, e aí o papo foi longe... até esqueci de jantar. Quando lembrei já era tarde e só havia um local aberto. Por indicação do Lucas, me dirigi ao Kountry Beer, muito bom.
O café da manhã do hotel é bem diferente, tipo o verdadeiro café italiano, com produtos coloniais da região, muito interessante e delicioso. Recomendo.

Para fechar o Desafio Valente FC – RS, eu precisaria registrar as últimas 59 cidades restantes das 497. A primeira cidade do roteiro foi Nova Alvorada, com 18 km de estrada não pavimentada. Foi bem tranquilo, estrada com boa manutenção e o tempo estava ótimo, sem previsão de chuva para os próximos dias.

Na cidade de Marau, que é considerada polo da micro-região, bem desenvolvida e bonita, possuí a bela Igreja Cristo Rei construída pelos Freis Capuchinhos em 1.940, com a torre ao lado da Igreja, em substituição a antiga construção em madeira de 1.919.

A Rota das Salamarias, como é conhecida na região, você encontra trilhas que permite saborear, desde a cachaça, vinho e degustação de vários produtos coloniais, além do bom chimarrão, do artesanato e saborear maravilhosa culinária legada pelos italianos que colonizaram a região.

Mas o impressionando da cidade de pouco mais de 45 mil habitantes é a pujança de um parque industrial invejável, especialmente nos setores de alimentos, metal-mecânico, couro, entre outros. Conta com mais de 200 empresas, destas, umas 10 de grande porte. Bela e pujante cidade.

Ao passar por Ciríaco, resolvi almoçar, o que normalmente não faço em viagem. Ocorreu que quase ao lado da prefeitura, havia um restaurante bem típico do interior e resolvi experimentar. Comida bem caseira e muito saborosa. Quando eu estava me equipando para partir, chegou um senhor aparentando uns 45 anos, se apresentou como motociclista, de início meio tímido, mas como acabei dando atenção a ele, o papo foi fluindo e bem bacana.

Em Água Santa, após registrar a prefeitura, com linda arquitetura e construção nova, passei em uma esquina, no centrinho da cidade, e registrei o prédio onde funciona os Correios. Casario antigo em madeira, de dois pisos, relativamente bem conservado, faltando uma boa pintura.

Em São Jorge, o prédio da prefeitura é bem acanhado, possivelmente locado. O novo prédio está em construção e parece que será um edifício moderno e com capacidade de centralizar as secretárias existentes, desse jovem município que foi criado em 1.987.

Após um longo trecho de estrada não pavimenta para chegar a André da Rocha e também Muitos Capões, acabei ficando nesta última, pois já se iniciava um “chuvisco” e era final da tarde. Aí quando fui verificar onde pernoitar, me dei conta que a cidade é muito pequena. Até 1.996 era uma pequena vila, ano em que se emancipou, e que além do nome, não mudou muito. Praticamente sem infraestrutura.

Descobri uma pousada com pequenas cabanas, mas como o proprietário reside em Vacaria, não foi tão fácil conseguir estabelecer essa ligação. Após o auxílio de uma gentil senhora que conhecia os proprietários, me foi informado que seria possível o pouso, e que eu aguardasse nas cabanas que a funcionária iria para o local. Como a cidade é pequena, não tardou mais que 10 minutos e tudo ficou bem. As cabanas são simples, mas aconchegante, confortável e limpa. O café da manhã é extremamente simples, mas servido com esmero pela funcionária. Tudo certo.
Assim, encerrei o dia com o registro de 17 cidades. Ufa...
O dia 21/10 seria duro, pois havia na sequência de muitas cidades sem acesso pavimentado.

O tempo se manteve firme e as estradas estavam em boas condições, me permitindo manter um bom ritmo de viagem, e claro, a moto menor e macia, auxilia muito. Assim, fui registrando além das prefeituras algumas paisagens, prédios e situações que me despertavam a atenção, como um lindo casarão de dois andares, em madeira, muito bem conservado, no Município de Tupanci do Sul, um outdoor de campanha à Presidência da República, censurado pela juíza eleitoral de São José da Urtiga, e o belíssimo Santuário de Nossa Senhora de Caravággio, em estilo gótico, no Município de Paim Filho, está entre as 10 igrejas mais lindas do RS.

No finalzinho da tarde, concluí o dia em Tapejara, que é uma bela cidade, repetindo a cifra do dia anterior, com mais 17 cidades.
Naquela noite acabei dormindo um mais pouco que o habitual, e no domingo 22/10, acabei saindo mais tarde para a ruta, afinal faltavam apenas 25 cidades e eu já entrava no clima de acabou, acabou ...

Cheguei a Vila Lângaro por voltas 10 h, mesmo que a distância entre as cidades era de apenas 15 km. Já estava me sentindo “de sangue doce”, um dito popular do RS, tranquilo, com o desafio sob controle e o clima ajudando para que a viagem ocorresse de forma prazerosa. É tudo que um motoviajeiro quer.

Em Floriano Peixoto parei para registrar as paisagens, onde se destacavam as araucárias, os campos e as plantações de trigos, cortadas por estradas de terra, que pareciam pintura em uma moldura.

No Município de Estação, a Estação Ferroviária que deu origem ao nome da cidade, é carinhosamente preservada, mantendo sua imponência e importância histórica para a região. Estação se destaca desde o ano de 1.910, quando foi inaugurado ramal ferroviário entre Passo Fundo e Marcelino Ramos, e passou a se transformar em um importante ponto de produção de inúmeros produtos, e comércio. Até indústria havia, como a Cooperativa de Produção de Banha Sant’Ana Ltda – COOBANHA. Esse ramal ferroviário norte, se tornou importante pela ligação com Santa Catarina.

Cheguei ao Município de Quatro Irmãos por volta das 13 h. Quase em frente à sede da prefeitura, havia um grande cassarão muito bonito e preservado em uma esquina, que tão logo fiz os registros da prefeitura, atravessei a rua para saber sobre a construção. Trata-se do Centro de Cultura Leopoldo Cohen reinaugurado em 2012, onde funcionava o Hospital Leopoldo Cohen, construído em 1932, pelos imigrantes judeus que haviam se instalado na região em 1.911.

O prédio ficou muito bem restaurado, segundo informações, custou mais de 500 mil reais de investimentos de um Instituto Cultural Judaico.

Cabe referir que os primeiros imigrantes da comunidade judaica a se instalar no RS, foi na minha cidade natal, Santa Maria, no ano de 1.904, na Colônia Philippson, onde fundaram a primeira escola judaica. O Cemitério Israelita ainda hoje se encontra bem preservado em Philippson. Atualmente a região pertence ao Munícipio de Itaara, que até o ano de 1.997, era Distrito de Santa Maria.

Ao chegar no Município de Viadutos, me deparei com o Pórtico da cidade em um formato inusitado. Parei para registrar aquela obra, que obviamente chama a atenção dos “forasteiros”, com o seu formato similar a ponte férrea de Anta Mansa, que se situa na saída para a cidade Marcelino Ramos, e vagões de passageiros com uma máquina a vapor. Sem sombra de dúvida, que a implantação em 1.910 da malha ferroviária na região, marcou e impulsionou o crescimento do Noroeste do RS e Oeste de Santa Catarina.

Fiquei feliz com esse resgate histórico daqueles longínquos tempos, de estrema dificuldades, mas de muito trabalho e progresso da região.

Depois de registrar a Prefeitura de Marcelino Ramos, retornei até Erechim, onde pernoitei. A conta do dia foi de mais 15 cidades, o que significava restar apenas 10 para o último dia, e assim fazer o fechamento das contas para o Valente FC – RS.
Às 9 h e 30 min do dia 23/10, eu já estava fotografando a Prefeitura de Aratiba, quase na divisa com SC. Depois foi aquele vai e volta, um zigue-zague até o meio da tarde, com várias estradas sem pavimento, algumas em obras de pavimentação asfáltica, mas de modo geral, estradas transitáveis a qualquer veículo, sem chuva.

Ao entrar no centro cidade de Três Arroios, me chama a atenção a belíssima Igreja de Santa Izabel de Hungria, que data de 1.940. Ao lado está localizada uma bela construção que abriga a Casa da Cultura, muito bem preservada. Conversando com uma senhorinha que se dirigia para a Igreja, perguntei sobre a casa, e ela comentou que foi construída juntamente com a Igreja para abrigar a Casa Paroquial, e a poucos anos, depois de passar por restauração, foi cedida à prefeitura. Realmente muito bonita, imponente e de bela arquitetura, com jardins que adornam e embelezam ainda mais o conjunto e o visual.

Depois foi seguir o rumo de Severiano de Almeida e fechar o desafio em Mariano Moro, distante 15 km, e muito próximo da divisa com SC.
Mais um Ufa... mais um desafio concluído, com muito foco, determinação e planejamento. O resultado foi a satisfação do sucesso, sempre agradecendo a luz e a benção do Supremo Criador.

Bem, minha ideia inicial era concluir o desafio em minha cidade natal, Santa Maria, mas em razão dos compromissos que me fizeram retornar duas vezes, acabei tendo que reorganizar e realinhar o planejamento. Não sendo possível dessa forma, decidi postar os registros de Santa Maria ao final das postagens no site dos Fazedores de Chuva, assim, poderia agregar mais alguns registros fotográficos, além de dar o devido destaque a minha cidade natal.

Por fim, cabe destacar que esse Desafio em especial, no momento temporal em que me encontro nessa caminhada terrena, foi fantástico, e me fez relembrar 63 anos de vivência, convivência, estudo, trabalho, formação de família e lazer, nesse querido Estado onde nasci.

Repassar as cidades que eu conhecia muito, outras menos, e as poucas que não conhecia, foi um presente que me permiti, com a graça do Altíssimo, mesmo sem ter essa noção ao iniciar o desafio.

Hoje não tenho dúvidas da importância que foi poder conhecer cada canto do Estado, do conhecimento agregado com o meu olhar, com o meu sentir. Digamos que foi uma retrospectiva do tempo em que vivi no RS. Emocionante! Simples assim.

BoraBora para o Paraná ...

Até lá, até, até lá.

Fraterno motoabraço.


Mensagem do nosso moderador e amigo Gilmar Dessaune, por ocasião da homologação do desafio.


" Boa tarde, agora, Valente Fazedor de Chuva Rio Grande do Sul Renato Lopes,

Quem nasceu no "coração do Rio Grande do Sul" dispõe de um enorme coração que foi capaz de conquistar todo o resto do corpo de forma espetacular. Parabéns!!!

Já é uma marca registrada de suas aventuras a riqueza dos registros e relatos magníficos de leitura fácil e catalizadora, um dom extra que nos brinda em cada jornada compartilhada aqui no TFC. Muito obrigado!!!!

Rodar por 497 municípios de um estado imenso, rico em tudo que se possa imaginar e relatar com maestria é um legado que deixa para todos nós e também um ensinamento de como fazer um desafio. Excelente!!!

Adjetivar tais jornadas é uma dura tarefa, pois não somos capazes de traduzir em palavras toda a magnitude que nos deparamos.

Vários registros nos fazem quer "estar ali" e cito apenas dois como exemplo: a foto da estrada no meio da plantação em Dois Irmãos das Missões e as fotos em Ametista do Sul. Fenomenais!!!!

Como um verdadeiro filho pródigo, voltou à terra e desbravou todo o quintal da outrora casa, mas que certamente jamais saiu de seu coração. Tanto que deixou o fechamento para onde tudo começou em sua vida.

Sua capacidade de realizar nos inspira e sua competência nos leciona.

Também catalisa amigos pelo cominho o que tornou a aventura ainda mais nobre, pois mais importante que os km rodados são os sorrisos e abraços apertados ao longo dela.

Dá um polimento todo especial em seu nome na Elite do Motociclismo Mundial, esse grupo de Adoráveis Insanos que viajam mundo afora sobre duas rodas com motor realizando o que "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem...".

Desta forma, só nos resta colocar a foto escolhida por você para eternizar esse momento da homologação:

Pode comemorar, essa vitória é toda sua e jamais lhe será tirada.

Muito obrigado por compartilhar conosco suas aventuras.

Que venham muitas outras, sua capacidade é por todos conhecida e respeitada.

Mais uma vez PA-RA-BÉNS!!!!

Abração e bon voyage!!!


Controle: Homologação nº 098/2022 "


voltar

Renato Lopes Motoviagem & Aventura

Desde 2008 © Todos os Direitos Reservados Site Criado pela Wsete Design